O Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) indicou que mudança de uso da terra e agropecuária respondem por cerca de 75% das emissões brutas brasileiras de gases de efeito estufa, padrão muito distinto do observado em economias industrializadas, em que predomina o setor energético.
Fonte: Adaptado de Observatório do Clima. SEEG — Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, 2023.
O Brasil é signatário do Acordo de Paris (2015) e assumiu, na Contribuição Nacionalmente Determinada, o compromisso de reduzir emissões de gases de efeito estufa e alcançar a neutralidade climática até 2050. Internamente, a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009) estabelece princípios e instrumentos para o enfrentamento do problema.
Fonte: Brasil. Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009; Acordo de Paris, ratificado pelo Decreto nº 9.073/2017.
Levantamento da Confederação Nacional de Municípios apontou que mais de 90% das cidades brasileiras já registraram, na última década, ao menos um evento climático extremo — enchente, deslizamento, seca prolongada ou ondas de calor — com prejuízos econômicos e perdas humanas concentradas em áreas de ocupação irregular.
Fonte: Adaptado de Confederação Nacional de Municípios. Estudo Técnico — Danos e Prejuízos por Eventos Climáticos, 2023.
"A crise climática é também uma crise de desigualdade: quem menos contribuiu para o aquecimento global é quem mais sofre seus efeitos — moradores de periferias, ribeirinhos, indígenas e pequenos agricultores."
Fonte: Adaptado de KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.