Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, trabalhadores das principais regiões metropolitanas brasileiras gastam, em média, mais de uma hora no deslocamento diário entre casa e trabalho. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, parcela expressiva da população dedica mais de duas horas, com forte concentração em moradores de periferia.
Fonte: Adaptado de IBGE, PNAD Contínua — Suplemento Educação e Trabalho, 2019-2022.
A Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012) instituiu como diretriz a prioridade do transporte público coletivo e dos modos não motorizados (a pé e por bicicleta) sobre o transporte motorizado individual. O Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001) estabelece a função social da cidade e da propriedade urbana.
Fonte: Brasil. Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012; Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001.
Estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente sobre frota e emissões mostrou que, em grandes capitais brasileiras, o transporte rodoviário é responsável por parcela majoritária das emissões locais de poluentes que afetam a saúde, com impacto desproporcional sobre populações de baixa renda residentes próximas a vias de tráfego intenso.
Fonte: Adaptado de IEMA — Instituto de Energia e Meio Ambiente. Inventário de emissões da frota veicular, 2022.
"Uma cidade desenvolvida não é aquela em que os pobres usam carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público."
Fonte: Atribuída a Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, em entrevistas e palestras públicas (referenciada por veículos como BBC e El Tiempo, 2013).