Estudo da Fiocruz publicado durante a pandemia de Covid-19 identificou que cerca de 40% dos adolescentes brasileiros entrevistados apresentaram sintomas significativos de ansiedade ou depressão, com piora entre meninas e estudantes de famílias de baixa renda. Em nível global, a OMS estimou aumento de 25% na prevalência de ansiedade e depressão no primeiro ano da pandemia.
Fonte: Adaptado de Fiocruz, ConVid Adolescentes (2020-2021); Organização Mundial da Saúde, Mental Health and COVID-19: Early evidence of the pandemic's impact, 2022.
A Lei nº 13.935/2019 prevê a presença de profissionais de Psicologia e Serviço Social nas redes públicas de educação básica. Sua implementação, no entanto, depende de regulamentação dos estados e municípios, e em grande parte do país ainda não foi efetivada.
Fonte: Brasil. Lei nº 13.935, de 11 de dezembro de 2019.
"O sofrimento psíquico dos jovens não é apenas um problema individual: ele é também sintoma de uma escola que pressiona por desempenho, de famílias sobrecarregadas e de redes sociais que fabricam padrões inalcançáveis."
Fonte: Adaptado de SAFATLE, Vladimir; SILVA JÚNIOR, Nelson; DUNKER, Christian. Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico. São Paulo: Autêntica, 2020.
Pesquisa do Unicef realizada em 2022 mostrou que 7 em cada 10 adolescentes brasileiros entrevistados sentem necessidade de pedir ajuda em saúde mental, mas apenas uma minoria sabe a quem recorrer dentro da escola ou da rede pública de saúde.
Fonte: Adaptado de Unicef Brasil. Estudo sobre a saúde mental de adolescentes, 2022.